Os bares, os vinhos, as cañas e as tapas. - Sérgio Calderaro

10 04 2008

Outro dia o maluco do Robson me fez um convite que eu não pude recusar: compartilhar com ele o prazer de escrever algunas linhas neste blog. Então, aí vai minha primeira participação.

A sugestão foi falar das minhas impressões sobre a propaganda espanhola, já que atualmente eu vivo em Madri. Sobre a publicidade que vejo por aqui, tenho a dizer que melhor seria falar sobre os bares e as tapas madrilenhas. Tá certo, o assunto não é esse, mas é que, na verdade, os espanhóis são bem melhores no vinho e nos petiscos do que na publicidade.

Na televisão e nos materiais impressos, tudo é muito bonito. A produção é de encher os olhos. Que coisa mais linda e bem acabada! Imagem é mesmo, historicamente, o forte deles, e eu nem preciso citar aqui todos os famosos pintores, arquitetos, estilistas e artistas gráficos espanhóis tão espetaculares e inovadores em suas respectivas épocas.

Se eu usasse chapéu, eu o tiraria para tudo isso. É tudo tão perfeito, tão moderno e tecnológico… que acaba enjoando. Sim, enjoa sim. Enjoa porque grande parte da publicidade resume-se a imagens cinematográficas sem um bom conceito por trás (ou pela frente, como queiram). Cadê a idéia? Cadê aquilo que desperta no público a vontade de comprar? Cadê a mensagem que fará o consumidor construir em sua mente uma imagem favorável à marca?

Essa fraqueza torna-se mais patente no rádio, o calcanhar de Aquiles da publicidade española. Sem o apoio da imagem, explicita-se a falta de um bom conceito.

É claro que eu falo da publicidade do dia-a-dia, do rádio pela manhã, dos impressos que recebo no metrô, dos anúncios de jornal e dos comerciais que vejo à noite na tevê. É óbvio que também existem, sim, as idéias espanholas geniais. Mas no geral, o que sinto é uma cultura mais apegada às imagens e à produção do que propriamente à idéia vendedora.

Por isso recomendo aos publicitários e estudantes que visitem a Espanha não perderem muito tempo analisando o trabalho publicitário daqui. Aproveitem as praças, os museus, os monumentos, a história, as pessoas. E, claro, os restaurantes e bares, os vinhos, as cañas e as tapas. Nisso, os espanhóis são inigualáveis.

Sérgio Calderaro





Great News - Sérgio Calderaro

10 04 2008

Pessoas! De hoje em diante, teremos intervenções [solicitada e muito bem-vinda] de um amigo, escritor, redator, músico e muito mais que vocês vão descobrir por aqui. Apresento Sérgio Calderaro, que aceitou o convite de colaborar com o adtudo. O próximo post é seu texto na íntegra. Enjoy

os indocentes, só profs da Estácio de Santa Catarina em uma jam para os alunos

Nesta foto:

Madu - de costas filmando.
Sérgio Calderaro - Baixo.
Marcão - Guitarra.
Nicolas - Não aparece mas tava lá na batera.
Léo Diniz - na percussão.
Robson Vicentin - No violão e voz.
A Banda de um show foi batizada de “OS INDOCENTES”, o público, alunos do curso de Publicidade da Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.





Vik Muniz, continuação.

10 04 2008

E aí? Curtiu os vídeos?, agora sobre “o cara”.

Muniz, Vik (1961)

Nascimento
1961 - São Paulo SP

Formação
s.d. - São Paulo SP - Cursa publicidade na Fundação Armando Álvares Penteado - Faap

Cronologia
Fotógrafo, desenhista, pintor, gravador

1983 - Nova York (Estados Unidos) - Passa a viver e trabalhar nessa cidade

2001 - São Paulo SP - É lançado o vídeo A Pior Ilusão Possível: O Gabinete de Curiosidade de Vik Muniz (Worst Possible Illusion: The Curiosity Cabinet of Vik Muniz), de Anne-Marie Russel

Confira a entrevista no blog labfoto da UFBA. Lá vc tem informações sobre o livro dele, Reflex, edição em português. Claro que aceito como presente. Enjoy





vik muniz

10 04 2008

Vou falar desse paulista, formado em publicidade pela faap nos próximos dias, repare nos dois vídeos. Acesse sexta-feira haverá novidades, por enquanto, enjoy.





o melhor comercial de mata-insetos

10 04 2008

Muito bom, animado e aí é que me pergunto:- é preciso idéias ou shows pirotécnicos?

Veja este outro exemplo de redação, um primor.

Enjoy