sorviete de moriango

20 09 2008

De palhaçada um dia desses em sala perguntei a quantas anda o espanhol da galera e como pediriam um helado de frutillas – ou melhor um sorvete de morango. Esta pequena brincadeira me fez entender que um dos problemas da chamada crise de criatividade brasileira em propaganda é a cultura. Na américa latina além de nós brasileiros somente a Guiana Francesa não fala Espanhol. Portanto, como vamos conversar com Bolivianos, Peruanos, Chilenos, Equatorianos, Cubanos, Panamenhos, Mexicanos, entre outros?. Dai dei um rolê na Net e achei esta entrevista do Fábio Fernandes para o site meios e publicidade. A matéria tem como título: “Se fosse cliente punha minha conta na Argentina”. Confira.

0 brasileiro Fábio Fernandes explica porque é que a Argentina é incontornável no panorama ibero-americano

O presidente do júri da competição de cinema e televisão critica a opção das agências portuguesas em não traduzir os anúncios que levaram ao El Sol. “Noventa por cento dos comerciais que enviaram não eram legendados. É impossível entender o que dizem, eu até sendo brasileiro não entendo”, comenta Fábio Fernandes em entrevista ao M&P.

Meios & Publicidade (M&P): À semelhança do que tem acontecido nos últimos festivais internacionais, o Brasil não saiu bem do El Sol. Tirando Cannes, porque é que o Brasil está a ter participações tão discretas nos festivais?
Fábio Fernandes (FF): O Brasil não inscreveu quase nada. O festival não está no radar dos publicitários brasileiros, talvez porque não tenha sido bem divulgado. Devo ter visto em televisão umas oito peças brasileiras, o que não tem representatividade nenhuma.

M&P: Vale a pena as agências brasileiras e portuguesas estarem no El Sol?
A publicidade brasileira, imagino que a portuguesa também, passou por um estádio para ser compreensível internacionalmente. Teve de passar do português para o inglês. É necessária a tradução do conteúdo e de um conceito que não existe em inglês. Muitas coisas têm de ser explicadas. Quando o anúncio passa por tudo isto é refeito. Uma peça de publicidade brasileira vencedora em Cannes é uma sobrevivente. É a excepção. A propaganda brasileira não consegue ser representada tal como ela é em outros festivais, apenas nos de língua portuguesa. É um complicador, mas há outro. A Argentina começou a fazer publicidade de alta competição, e se junta a Espanha num festival como este, o Brasil e Portugal para estarem aí têm de traduzir novamente. Aquilo que era para o inglês, tem agora de fazer sentido para o espanhol. Além disso, quem está a dar a estética na publicidade ibero-americana é a Argentina, que é dificilmente replicável em qualquer país onde a publicidade está muito desenvolvida. As peças de televisão da Argentina têm dois a quatro minutos. Isso influencia o conteúdo, porque em três minutos você não vai passar o tempo a falar do produto. Aí você cria uma história, uma dramaturgia para criar uma emoção.

M&P: Porque é que a dada altura o Brasil era a estrela dos festivais e não conseguiu apanhar o comboio das contas internacionais, como fez a Argentina?
FF: O Brasil não está a ser aquele que gera conteúdo para a América Latina, porque a América Latina é mais espanhola que brasileira. Qualquer coisa feita no Brasil precisaria de tradução. É mais inteligente para um anunciante que veja interesse na América Latina pensar num pólo que gera ideias em espanhol. De repente houve um boom de qualidade criativa e de produção na publicidade argentina. Se fosse cliente, punha a minha conta na Argentina. Tem a melhor produção da América Latina, tem profissionais brilhantes que fazem um trabalho muito exportável e tem um custo de produção baixíssimo, além de que falam espanhol.

M&P: Que mercados é que estão a ser prejudicados com a concentração de contas na Argentina?
FF: Todos os mercados que não são a Argentina. Mas se sou cliente, não tenho nada a ver com isso. Estamos a falar de um mercado global. Todas as outras áreas funcionam assim. O importante é a mudança do centro do mundo. No passado outros países foram muito escolhidos por outras questões, como as questões económicas, porque o anunciante tinha ali o headquarter, quase sempre havia um desejo de procurar um produto mediano em termos de qualidade. Aqui entre nós, o que se exportava antes era o pior da propaganda para que aquilo fosse uma coisa que funcionasse em todos os países. O movimento que leva algumas empresas inteligentíssimas a ir para a Argentina, e às vezes para o Brasil, é a procura da excelência criativa e de execução. Não consigo olhar para a Unilever e dizer que são loucos por irem para a Argentina, enquanto nós brasileiros estamos a ficar sem emprego. Isso não é um problema dele. É um problema meu.

M&P: Antes de vir ao festival disse numa entrevista que Portugal, tal como o México e o Chile, era um dos países emergentes no espaço ibero-americano. Pelo que viu em televisão mantém a resposta?
FF: Não. Não sei o que aconteceu com as agências portuguesas, mas 90% dos comerciais que enviaram não eram legendados. É impossível entender o que dizem, eu até sendo brasileiro não entendo.

M&P: Os conteúdos gerados pelos consumidores, uma das tendências que tem marcado a publicidade, já aparecem nos festivais de publicidade?
FF: De uma maneira literal, não. Mas a publicidade está toda a modificar-se porque o consumidor também mudou.

Rui Oliveira Marques, em San Sebastián

Enjoy ou disfrute





estágio na W/Brasil mais Cannes 2009? FUC!

20 08 2008

Isso mesmo. Parece brincadeira, mas é verdade. Sonhos são gratuitos, mas torná-los realidade tem seu preço. E também nem tudo que é bom é de graça, mas você tem 50% de desconto, ou seja, “80 Pila” por peça até 31 de setembro. Acesse FUC FESTIVAL UNIVERSITÁRIO DE COMUNICAÇÃO. Fique ligado. Vale cada centavo de investimento. O Vencedor ganha estágio de um mês na W/Brasil, passagem, estadia, ingressos para o festival de Cannes 2009, e muito mais. Quero ver a galera toda produzindo e muito.

Vi esta notícia no publicitário interativo do Terra, onde Ângelo Franzão recebeu Cláudio Venâncio, diretor da JMCOM.

Cláudio Venâncio

Deu no blog do centro acadêmico de comunicação da PUC

O FUC é o primeiro festival de comunicação voltado para todos os estudantes de universidades brasileiras. O objetivo do festival é de descobrir e dar oportunidade para que novos talentos mostrem sua criatividade, e sejam percebidos por profissionais de Comunicação, Produção, Marketing e Veículos de Comunicação.

Os estudantes podem participar enviando suas peças no formato dos seguintes meios de comunicação: anúncio de jornal, anúncio de revista, comercial para TV, internet, rádio, mídia exterior e comercial para cinema. Aquele que enviar duas ou mais peças em diferentes meios de comunicação com a mesma categoria ou produto, poderá participar gratuitamente do prêmio especial de Diretor de Criação. As peças serão avaliadas e julgados por seus princípios criativos, dessa forma não será julgada a qualidade final da produção, material ou equipamento ultizados na execução.

Além dos estudantes terem a oportunidade de mostrarem seus trabalhos e idéias, os prêmios são muito mais muitooo convidativos e de total interesse aos estudantes. Dentre os premiados, será escolhido um ganhador chamado The Big FUC (que trocadilho ótimo hein), que vai ganhar: um estágio de 1 mês na  W/Brasil + 1 passagem para o Festival de Cannes + 1 entrada para o Festival de Cannes de 2009 + estadia durante o evento!! E além disso o professor ou orientador do trabalho também ganha um pacote áereo mais hotel para 7 dias em Nova York! E se não bastasse tuuuuudo isso, o ganhador do prêmio especial de Diretor de Criação leva um IMac!!!

Com certeza nenhum aluno em sã consciência vai ficar fora dessa! Ah é claro que nada é de graça, então para que você possa participar terá que pagar uma taxa de R$160,00 para cada trabalho inscrito. As inscrições vão até 08 de outubro de 2008. Para saber as categorias concorrentes e fazer sua inscrição entre no site do festival FUC.

I Festival Universitário de Comunicação
Data:
08/11/2008 às 9h
Local: Auditório Elis Regina – Centro de Convenções do Anhembi – Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Parque Anhembi – São Paulo
Realização: JMCom

Seus sonhos podem se tornar realidade, por exemplo, fazer parte deste time.

Rui Branquinho, Olivetto e Paulo Gregoraci abrilhantam o time eclético da W/Brasil.
enjoy.





BESC e OneWG finalistas do Profissionais do ano – Categoria Campanha Sul

6 06 2008

Deu no Acontecendo aqui:

A Capital de São Paulo foi palco, na última terça-feira, 03/06, do julgamento das mais expressivas peças publicitárias eletrônicas criadas e veiculadas no âmbito local, regional ou nacional nas emissoras componentes da Rede Globo, no período de 01/04/2007 e 31/3/2008.

Ao todo, 1453 comerciais de TV inscritos na 30ª edição do Profissionais do Ano, foram submetidos à avaliação do júri composto por 58 profissionais das áreas de criação, direção de comerciais, entidades, escolas de comunicação e representantes da Rede Globo, de vários pontos do país.

- Sul – 5 de agosto, em Porto Alegre, RS
- Sudeste Interior – 24 de junho, em Mogi das Cruzes, SP
- Leste-Oeste – 15 de julho, em Cuiabá, MT
- Norte-Nordeste – 26 de agosto, em Recife, PE
- Sudeste Capitais – 23 de setembro, no Rio de Janeiro, RJ
- Nacional – 25 de novembro, em São Paulo, SP

Os cinco júris regionais e o nacional foram instalados simultaneamente e compostos por publicitários que atuam nos diferentes mercados do país.

Composição do júri
O sorteio dos jurados foi realizado na véspera, segunda-feira, 02/06. Segundo a Rede Globo, eles representam a imparcialidade e a isenção que uma competição desse porte requer. E, também, refletem a qualidade dos julgadores e concorrentes, além de obter uma participação mais eqüitativa, em cada um dos júris, de profissionais de diferentes ramos de atividade e originários das diversas regiões. (ver lista completa no site acontecendo aqui ou no ccsp)

FINALISTAS – CAMPANHA SUL
TÍTULO : CRÉDITO
ANUNCIANTE : BESC BANCO DO ESTADO DE SC (SC)
DIRETOR DE CRIAÇÃO : CARLO MANFROI
CRIAÇÃO : ANDRÉ RIOS
SANDRO AKIRA
CARLO MANFROI
AGÊNCIA : ONE WG MULTICOMUNICAÇÃO (SC)
PRODUTORA : ZIG FILMES (SC)
PRODUTORA DE SOM : JINGA (RS)
MÍDIA : JAQUELINE LANZARIN
ATENDIMENTO :
LUIS PAULO EFFTING
APROVADO POR :
ANTONIO BONAMONI NETO
PEDRO BRAMONT
RAFAEL MACHADO

TÍTULO : EMPRÉSTIMO E FINANCIAMENTO
ANUNCIANTE : BESC BANCO DO ESTADO DE SC (SC)
DIRETOR DE CRIAÇÃO : CARLO MANFROI
CRIAÇÃO : ADRÉ RIOS
SANDRO AKIRA
CARLO MANFROI
AGÊNCIA : ONE WG MULTICOMUNICAÇÃO (SC)
PRODUTORA : ZIG FILMES (SC)
PRODUTORA DE SOM : JINGA (RS)
MÍDIA : JAQUELINE LANZARIN
ATENDIMENTO : LUIS PAULO EFFTING
APROVADO POR : ANTONIO BONAMONI NETO
PEDRO BRAMONT
RAFAEL MACHADO

TÍTULO : OUTRAS PERSPECTIVAS
ANUNCIANTE : BIENAL B
DIRETOR DE CRIAÇÃO : FÁBIO BERNARDI
CRIAÇÃO : JULIANO FAERMAN
ISMAEL GOLI
GREG LEAL
SAULO SZINKARUK
DIREÇÃO : ALICE MACHADO
AGÊNCIA : PAIM COMUNICAÇÃO (RS)
PRODUTORA : DR. SMITH (RS)
PRODUTORA DE SOM : LOOP RECLAME (RS)
MÍDIA : PATRICIA ANGELETTI
ATENDIMENTO : MILTINHO TAVALEIRA
APROVADO POR : GABY BENEDICTY

Não sei qual vídeo é enfim… vão dois ai

Se o BESC e a One WG conquistarem este prêmio, vai ser algo que há muito tempo não acontecia por estas bandas! agora é cruzar os dedos. Parabéns para todos os envolvidos e dá-lhe Bona! – enjoy